

Amores Vampíricos
Nos pergaminhos dos vampiros, aprendi sobre o amor. A eternidade não aceita amores eternos — somente histórias escritas, guardadas sempre nas lembranças e, muitas vezes, no papel. Ali, não há carinhos, apenas carícias. Não há romance, só sedução. Não existem serenatas, mas sombras desejadas em leitos lilases. O pêssego da pele anseia ser saboreado sob a seda cor de vinho.
Só poderei vir após o pôr do sol. No entanto, devo partir antes do sol nascer. E quando, sonolenta, cheirares as rosas, como quem busca a fragrância de delícias recentes, lembrando para sonhar, eu já estarei dormindo no esquife pacífico de minha solidão.
Aleen Van Euller
Enviado por Aleen Van Euller em 11/09/2026
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