

O Tio Solteiro XXVI - Fim de Semana
Sábado, despertei cedo, rumei ao banheiro para minha higiene de praxe, sempre dedico um pouco mais de tempo frente ao espelho, prezo me ver, no quarto meu terno jaz preparado desde a noite anterior, elegi perfume e desodorante amadeirados. Então, parti para meu compromisso na confraria, encontrei três amigos, partilhamos juntos o café da manhã ofertado pela sociedade.
Nos dirigimos ao salão nobre para as solenidades do dia, meus parceiros tiveram que sair mais cedo a pedido das esposas que os aguardavam para novos compromissos. Eu permaneci até o fim. Após o término do evento, findas as diplomacias corriqueiras, me conduzi ao salão social onde tivemos o desjejum, para almoçar, comi sozinho das lautas mesas oferecidas pelo clube, tudo saboroso, com destaque para o peixe, e nas sobremesas o pudim. Conversas amenas com desconhecidos, conversas amistosas com conhecidos, a cordialidade costumeira, para esta parte, as famílias estavam presentes. Dois terços dos convivas já tinham ido, eu já estava há um tempo na tranquilidade de uma mesa, confesso que essa solitude é mais inebriante que minha cerveja. Vi a hora de pedir meu transporte por aplicativo, ele veio, e ao chegar em casa, acrescentei uma gorjeta para o motorista. Paletó e gravata guardados, demais roupas na lavanderia, limpei os sapatos e guardei. Uma taça de vinho, e dormi a tarde toda, ao acordar, fui preparar uma sopa, mais uma taça de vinho da mesma garrafa, completei a noite vendo minha série favorita, levantei de madrugada para terminar o sono no meu quarto, após um copo de água com gás. À noite tive um sonho estranho, mas muito real, uma súcubo atravessou pela janela, era linda, mais que linda, tinha olhos de fogo cheios de intenção. Acordei com o corpo doído e relaxado ao mesmo tempo, é domingo, leitura regada a café, e refeições feitas com arte. Ao pegar meu celular no criado-mudo, um bilhete sob o aparelho, -Você tem uma gema infinita.-, em letras femininas, mas num traço muito antigo, o papel exalava a perfume do leste europeu, eu já senti, na Romênia.
Aleen Van Euller
Enviado por Aleen Van Euller em 29/03/2026
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|