

O Tio Solteiro IX - Noites De Sexta.
É noite de sexta, lua nova, vou sair do trabalho e ir num PUB escuro iluminado por vaga-lumes dourados, vou pedir um chopp de trigo e um coração assado, de porco.
Eu sei que fica na floresta assombrada, o que dispensa a necessidade de seguranças, então vou deixar as chaves na moto para não perder, e ficar preso aqui pela eternidade, talvez um dia eu "perca", perto de algum orc ladrão. Minha mesa de carvalho fica perto da janela, tem um menestrel dedilhando notas suspirantes, mais tarde ele vai cantar a história de um rei celta, que não morreu a mil anos. Porém, um outro canto me atrai agora, lá fora tem um lago de águas azuis, e uma praia de areia branca, por isso sento aqui, gosto de ver o infinito. Ela aparece lá também, na água, tão linda! Traz sempre uma canção nova, me convidando pra ir com ela, seus cabelos molhados brilham a luz do luar, muitos foram, nenhum voltou, eu não fui, a cadeira está confortável, só olhar e nada mais. Gosto do som da sua voz, gosto quando ela tenta manter a calma, e depois se enfurece, ela me olha com ódio, e se vai com raiva. Fim do show. Então peço outra caneca, e deixo o tempo passar, a melhor felicidade é aquela que não se explica, pois assim, só resta sentir. Uma súcubo se senta sem pedir, ela me olha sabendo que eu sei, ela me diz que gostou da minha moto. Acordei sozinho no meu quarto, com o corpo doído, os músculos relaxados, e um perfume estranho, que não vem dos meus frascos, é fragrância de fêmea, alquimia de magia e selvagem, senti ainda ontem, quando ela cheirava meu pescoço, estávamos voando na minha moto.
Aleen Van Euller
Enviado por Aleen Van Euller em 13/03/2026
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