Homem Frio

Café sem açúcar, sangue com gelo.

Textos

O Gato-de-Pallas



Quando me treinaram, sabiam do perigo, eu adoro solidão, e isso é poder, cumpria as missões, eles me pagavam, em muitas até me diverti.
Quase encontrei a morte, quando perdi os comprimidos, bom... Não fui muito cuidadoso com eles, na verdade, não fiz muita questão, talvez até por intenção. Enfim...
Tirei o chip de rastreio que pensaram que eu desconhecia, achei uma caverna nas montanhas, e esperei a morte, como avisado, 95% de chance de morrer, 5% de viver, quem diria... Ganhei na loteria.
72 horas de aposta.
Dependência quebrada, não precisava mais dos remédios deles, habilidades cognitivas, sinestesia, autonomia acima de tudo.
Entrei em contato e avisei, desligado da agência, ( coleira rompida), virei um prestador de serviços.
Só que eles tentaram me pegar, usaram uma agente gostosa, de inteligência superior, charmosa, e boa de cama, porém, eu me vejo ainda mais lindo, e não estou preocupado em agradar.
Deixei ela dormindo pra eles, amarradinha num quarto de hotel, não onde estava a armadilha, é claro.
Acho que a vaidade dela ficou algo ferida.
Agora, trabalho para mega corporações privadas, decidindo como sempre se aceito cada serviço.
Para a agência não, ofereceram-me indemnização, mas recusei.
Eu descobri que a Faist Hurst me contratou a pedido do governo, já roubei a amostra que queriam, que o governo da Coréia do Norte estava guardando para o governo chinês, isso vai custar a eles uma grana a mais, e algumas reservas da minha parte.
A propósito, sou conhecido como Gato-de-Pallas, porque só trabalho sozinho, e sou carrancudo.
A gente se vê depois.


Aleen Van Euller
Enviado por Aleen Van Euller em 24/01/2026
Alterado em 24/01/2026
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