

Alabastro Negro
Agora as noites são só minhas As estrelas me revelaram seus verdadeiros nomes Eu fiz minha taça de raro alabastro negro Só encontrado nas Montanhas Índigo E a cravejei com pequenos cristais de orvalho Que brilham quando as fadas estão perto Ocultas nas folhas das videiras Me olhando... Elas vem em certas noites Em noites certas Quase sinto seus toques sutis Quando colho as uvas roxas amaciadas pelo frescor da madrugada Faço delas meu vinho secreto Que flui da alquimia que só eu conheço Eu o envelheço dez anos em dez segundos Eu bebo magia... Então ela surge Minha Solidão Ela não é como qualquer outra solidão Solidão... É seu nome Ela tem a pele fria e alva como neve Mas quando eu a abraço Se torna quente e deleitosa Como a areia branca das praias de Atlântida No estação de Vênus Ela nunca quis do meu pão de ameixas Mas sempre me deu do pêssego dos seus lábios No prazer de suas fragrâncias Cada cheiro uma estação Primavera Verão Outono Inverno Ela conhece meus destinos E sempre chegou antes Ela quis os meus sonhos... São seus Os lobos sanguinários são os guardas rondando meu paraíso E os elfos me presentearam com armas que me alertam Os magos me deram um grimório E a raposa me confiou a sua trilha O universo está mais perto E a Terra mais distante Não quero Não posso... Não vou voltar
Aleen Van Euller
Enviado por Aleen Van Euller em 11/10/2025
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